O LusoQuercus é um projeto do Cibio-Biopolis que desenvolve uma abordagem integrada para a conservação e restauro do Quercus lusitanica através de linhas de ação complementares, apoiadas por objetivos científicos e de envolvimento comunitário.
Investigar
Integrar dados de genómica populacional e modelos de distribuição climática.
Conservar
Cartografia, proteção de populações, propagação vegetativa e seminal da carvalhiça.
Restaurar
Plantação assistida por conhecimento científico seguida de monitorização e intervenções corretivas.
Sensibilizar
Sessões de disseminação, ações de voluntariado e ciência cidadã para registo de ocorrências e recolha de bolotas.
Quercus lusitanica Lam.
Conservação Prioritária - Rede Natura · Habitat 5330PATRIMÓNIO NATURAL PORTUGUÊS
Carvalho anão nativo de Portugal, normalmente apelidado carvalhiça. Cresce na forma de um arbusto que se espalha através de caules subterrâneos (rizomas).
ESPÉCIE PIONEIRA
A capacidade de propagação por rizomas confere ao Q. lusitanica uma grande resiliência aos incêndios, sendo uma das primeiras espécies a despontar após o fogo e criando condições essenciais de transição para a regeneração da floresta.
DISTRIBUIÇÃO
A carvalhiça apresenta uma distribuição atlântica, ocorrendo no oeste da Península Ibérica e em Marrocos. Preferencialmente em solos ácidos e pobres, onde se desenvolve no subcoberto de sobreirais e carvalhais. Os cenários de alterações climáticas projetam (2100) uma perda significativa das áreas climaticamente adequadas, acompanhada de um deslocamento dessas condições para o Noroeste, onde as populações se encontram fragmentadas, com baixo grau de conservação e sob ameaça, correndo risco de desaparecimento e de redução da área de ocorrência da espécie a nível nacional (Vila-Viçosa, 2023).
PRESENTE
PREVISÃO
Galeria
CAMPANHA
OUTONO 2025
LOCALIZAÇÃO
- Focar 0-800m altitude
- Bosques mistos
- Substratos ácidos (arenitos, granitos, xistos, solos arenosos), excluindo calcários
- Associação com matos típicos de sobreirais e carvalhais (urzais, estevais, medronhais)
IDENTIFICAÇÃO
- Estrutura arbustiva
- Crescimento rizomatoso (extensões horizontais subterrâneas dos caules)
- Examinar as folhas para a ausência de lobúlos no 1/3 a 1/2 e pecíolo curto
REGISTO E RECOLHA
- Fotografar a planta, as folhas e as bolotas
- Registar coordenadas geográficas (LAT-LONG-WGS84 em graus decimais) na bolsa zipper
- Registar a observação no iNaturalist e associar à atividade "LusoQuercus"
- Recolher bolotas maduras diretamente da planta, limpar e etiquetar a bolsa com data/local
BOAS PRÁTICAS
- Respeitar propriedades e áreas sensíveis; recolha moderada
- Usar luvas
- Nunca introduzir plantas fora da sua área de origem sem orientação
PLANTAÇÃO
INVERNO 2025
Quercus lusitanica
Apoio para a Identificação
Crescimento arbustivo
- Arbusto rizomatoso que raramente supera os 3 m
- Frequentemente não passa de ser uma mata de c. 50 cm
- Contrasta com a forma arbórea das espécies relacionadas
Folha típica
- Tamanho aproximado 2,5-12 cm × 1,2-5 cm
- Cor glauca-acinzentada na página inferior
- Margens inteiras (sem dentes ou lóbulos) no 1/3 a 1/2 inferior
- Pecíolos mais curtos (1-3,5 mm vs. 5-20 mm) face ao carvalho-português (Q. faginea)
Associações típicas